O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira 29, em Minas Gerais, que o Brasil não será tratado como “moleque” diante da taxação imposta pelos Estados Unidos. “O Brasil já tem maturidade suficiente para ser respeitado. Não é porque alguém é mais rico que eu que pode falar mais grosso comigo”, disse o petista em Contagem.
Lula destacou que o governo adotou medidas para proteger empresários e trabalhadores afetados pela sobretaxa de 50% nas exportações aos EUA, como uma linha de crédito de 30 bilhões de reais. Também reforçou a importância de buscar novos mercados para os produtos brasileiros.
Ao abordar a dimensão da soberania nacional, o presidente criticou a interferência americana e a postura de Eduardo Bolsonaro (PL-SP): “Esse cidadão ficava enrolado na bandeira brasileira falando que era patriota, agora está enrolado na bandeira americana denunciando o Brasil, pedindo intervenção dos americanos no Brasil. O [Rodrigo] Pacheco tem razão: esse cidadão deve ser gravado como o maior traidor da história deste País”.
Lula enfatizou que o governo brasileiro está aberto à negociação, mas que do lado americano não há interlocução efetiva. Ele exaltou o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do chanceler Mauro Vieira.
O petista também deixou claro que o Brasil tem instrumentos para responder, caso seja necessário, e declarou que o País tem “muita razão nessa briga”.
Lula ainda defendeu a legitimidade do processo judicial contra Jair Bolsonaro (PL) por liderar uma tentativa de golpe. “É a tentativa de golpe que ele fez em 8 de Janeiro, o plano para matar o presidente Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes. Um caminhão-bomba para explodir o aeroporto de Brasília. São essas coisas que estão em jogo e não podemos aceitar intervenção de outro País.”